Empate adia festa do título brasileiro, mas fortalece o Flamengo na final da Libertadores

Filipe Luís tem aproveitamento de pontos maior que o de Abel Ferreira e melhora a marca de seu trabalho de estreia em 2024

Empate adia festa do título brasileiro, mas fortalece o Flamengo na final da Libertadores
Extra Online

Claro está que Abel Ferreira não falava mentira quando disse, ao fim do empate do Palmeiras com o Fluminense, no último sábado, que o título estava entregue. Sim, entregue por ele que, com o time reserva, perdeu para o Grêmio e deixou o Flamengo ainda mais perto de sua nona conquista do Brasileiro. O que, cá para nós, não configura exagero dado ao fato de a equipe rubro-negra ter somado ontem a 25ª rodada na liderança — contra oito do rival. A festa foi só adiada para o pós-Libertadores.

E só foi adiada, em parte, porque o Flamengo não foi eficiente o bastante para furar a retranca do Atlético-MG no confronto em Belo Horizonte. O gol de Bernard aos 34 minutos quebrou a concentração, e só no segundo tempo é que o time de Filipe Luís foi retomar o ritmo. O gol de empate, nos acréscimos, fez jus ao incomparável volume de jogo da equipe que viaja para a final da Libertadores mais fortalecida, ainda que o Palmeiras tenha poupado os titulares.

Duelo no banco

Filipe Luís se orgulha de ter no currículo dois títulos da Libertadores (2019 e 2022) em três finais pelo Flamengo - perdeu a de 2021 para o Palmeiras de Abel Ferreira, adversário agora na disputa do título de 2025. Há cinco anos na direção do time paulista, o técnico português vai para a terceira final do torneio que leva ao Mundial da Fifa. Mas, desta vez, terá de superar o time do técnico que registra 72,5% de aproveitamento dos pontos.

Aos 40 anos, o ex-lateral-esquerdo que fez carreira no futebol europeu antes de aportar no Flamengo em 2019, confirma as expectativas criadas com o aproveitamento de 71,1% ao final das 15 partidas em que dirigiu o time em substituição a Tite na reta final de 2024 - 11 delas pelo Brasileiro. Com nove vitórias, cinco empates e uma derrota, Filipe colocou o time em terceiro um time que patinava atrás de Botafogo e Palmeiras e o levou ao título da Copa do Brasil, batendo Corinthians (semifinal) e Atlético-MG (final).

O treinador do Flamengo leva a melhor também na comparação com o aproveitamento médio de Abel Ferreira ponderando os anos em que levou o Palmeiras à final da Libertadores: 72,5% contra 67,2%. Abel só leva vantagem no aproveitamento de sua primeira conquista, em 2020, ano em que só dirigiu o time em 13 confrontos: quatro da Copa do Brasil, seis do Brasileiro e três da Libertadores - 79,5%. No título de 2021, sobre o Flamengo de Renato Gaúcho, o técnico do Palmeiras teve 56,6% e agora chega com 65,7%.