A distância duas vezes e meia maior na pontuação da Bola de Ouro (745 a 316 pontos) sugere uma premiação bastante previsível nesta segunda-feira. Eu e você sabemos já há algum tempo que Cristiano Ronaldo será eleito o melhor do mundo pela quarta vez na cerimônia pomposa da Fifa, separada pela primeira vez desde 2009 da revista France Football. Mas teria ele realmente sido o melhor jogador de 2016? Eu digo que não.
 
“Ah, mas quem é você na fila do pão?”, deve contestar a maioria já revoltada com o andar do texto. Bem, sou redator/repórter/comentarista na editoria de Futebol Internacional do GloboEsporte.com e não escrevo este artigo opinativo com o intuito de polemizar. Nem para ser o “diferentão”, até porque não estou sozinho nessa. É, sim, uma oportunidade para colocar na tela em mais do que 140 caracteres o que tenho consolidado na minha cabeça desde novembro – e vez ou outra manifesto nas redes sociais. 

O meu voto iria para Lionel Messi. Não há motivo para fazer mistério. Mas primeiro falemos sobre Cristiano Ronaldo, de quem tenho enorme admiração como atleta e pessoa. Produto da superação, do esforço, do sonhar e realizar. Máquina dos números, maior artilheiro da história do Real Madrid com média maior que um gol por jogo (!!!) e, até o momento, maior artilheiro da Liga dos Campeões (tem 95 gols, dois a mais que Messi).